Doenças do Nariz e Seios Paranasais

Rinite
Dentre as funções do nariz podemos citar: respiração, olfato, ressonância da voz, estética da face e, indiretamente, o paladar. 
Durante a respiração, as estruturas internas do nariz atuam regulando o fluxo de ar, facilitando o seu condicionamento, filtração, umidificação e aquecimento, para que seja levado até os pulmões. 

O olfato, importante função sensorial do nariz, participa intimamente do paladar, proporcionando as condições necessárias para que possamos distinguir não só os diferentes odores, como também os sabores dos alimentos.

O nariz se localiza na área mediana da face, assumindo uma posição em comunicação direta com os seios paranasais (seios paranasais), faringe e ouvidos.  Assim, a emissão da voz e a audição também se fazem graças a uma boa respiração nasal.

Sabemos que o crescimento da face depende da respiração nasal.  A obstrução do nariz pode acarretar alterações no desenvolvimento e estética do rosto, como, por exemplo, face alongada, lábios entreabertos, mandíbula pequena, estreitamento da maxila, dentes desalinhados, mordida aberta, entre outras.

Rinite alérgica é a inflamação da mucosa de revestimento interno do nariz, desencadeada pela exposição a fatores que provocam reação alérgica (alérgenos).  Tem como principais sintomas a congestão nasal, secreção nasal (coriza), coceira, espirros e diminuição do olfato.  A coceira às vezes não se limita ao nariz, podendo ocorrer nos olhos, ouvidos, palato e garganta.  Em crianças podem ocorrer episódios de sangramento nasal. 

A obstrução do nariz pode diminuir a aeração dos seios paranasais e ouvidos, podendo provocar dor de cabeça e sensação de ouvidos tampados.  Também pode acarretar respiração pela boca e, conseqüentemente, ronco.

Dentre os fatores que causam a alergia nasal, podemos citar:

  • Ácaros: presentes na poeira domiciliar, proliferam-se em travesseiros, colchões, carpetes, almofadas e cobertores;
  • Fungos (mofo): encontrados em locais com umidade excessiva;
  • Baratas: a decomposição corporal destes insetos mistura-se à poeira domiciliar;
  • Pelos de animais: principalmente gatos, hamsters e cães;
  • Pólen de plantas: principalmente nos meses de inverno e outono;
  • Exposição ao fumo: é o principal agressor e poluente do ambiente intra-domiciliar, podendo desencadear e agravar a rinite alérgica;
  • Poluição Ambiental: derivados do petróleo eliminados por automóveis;
  • Substâncias inaladas por alguns tipos de profissionais: poeira de trigo, pó de madeira, cheiro de detergentes, látex, etc;
  • Antiinflamatórios não hormonais: principalmente o AAS.


Como principais complicações ou conseqüências da rinite alérgica, podemos listar as sinusites, tosse, respiração bucal, otites e asma.

Outros tipos de rinites incluem:

  • Rinites Infecciosas: causadas por vírus, bactérias ou outros agentes;
  • Rinite vasomotora (ou Idiopática): congestão nasal por dilatação dos vasos sanguíneos de causa desconhecida;
  • Rinite por medicamentos: gotas nasais, antipsicóticos, anti-hipertensivos, etc;
  • Rinite por alimentos (ou gustatória): surge devido à ingestão de alimentos quentes, muito temperados ou apimentados;
  • Rinites hormonais: como, por exemplo, a obstrução nasal da gravidez;
  • Rinite por refluxo gastroesofágico;
  • Rinites ocupacionais: por fatores encontrados no ambiente de trabalho;
  • Rinite emocional;
  • Rinites não alérgicas: sem causas conhecidas;


Entre outras.

Em relação ao tratamento da alergia nasal, o primeiro passo é identificar as causas da alergia e, se possível, afastá-las por meio de medidas de higiene ambiental.
O tratamento medicamentoso deve ser sempre orientado por médico.

Sinusite
Anexos ao nariz, encontramos os seios paranasais, estruturas que apresentam comunicação direta com o nariz e, por isso, muitas vezes com problemas relacionados a ele.  O mais comum é a sinusite, inflamação dos seios paranasais que causa dor em pressão na face, secreção nasal de coloração variando desde clara espessada até verde amarelada, a mal estar geral do paciente, febre e tosse. A sinusite pode ser aguda,  como a que ocorre na complicação das gripes, ou crônica, quando a aguda não é bem tratada. A confirmação diagnostica pode ser dada Por exames de nasofibroscopia ou exames de imagem, tais como radiografias e tomografias. Deve-se distinguir a dor da sinusite crônica e a enxaqueca, a fim de que seja instituído o tratamento correto.

Desvio septal
O desvio de septo nasal é a principal causa anatômica de obstrução nasal. Ele consiste em uma tortuosidade da cartilagem ou do osso do septo que separa as duas cavidades nasais, dificultando a passagem de ar. Sua origem pode ser genética ou traumática. As principais repercussões da obstrução nasal são a piora do desempenho físico, desconforto crônico na garganta, presença de “pigarro” e dor de garganta de repetição, principalmente pela manhã e que  melhora no decorrer do dia. Outros sinais e sintomas são dificuldade no dormir, sono agitado, ronco e apneia do sono (parada respiratória durante o sono). O tratamento do desvio do septo nasal geralmente é cirúrgico. 

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